A Casa da História

conta os passos da Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial até o presente. O museu é muito legal, nada entediante, com muitas fotos, objetos e relatos multimídia. Na foto abaixo, por exemplo, se pode sentar nas cadeiras onde ocorreram as assembléias para escrever a Lei Fundamental alemã, que era para ser uma lei provisória, até que se criasse a Constituição, mas acabou que vale até hoje. E mais, assistir no telão os discursos dos políticos daquela época. Me sentei numa das cadeiras e perguntei pra Canan, que estava na outra fileira: "e aí, o que você quer pôr na constituição?" Uma alemã sentada do meu lado caiu na gargalhada.

Réplica (ou pedaço, não sei bem) da sala da Constituinte de 1949, formada por representantes do Parlamento, Senado, Assembléias Estaduais e representantes livres do povo para escrever a constituição pós-Nazismo.

Algumas coisas me chamaram especialmente a atenção, como as fotos das cidades destruídas ao lado das reconstruídas, impressionante. Em 1949 a Alemanha era ruína pra tudo que é lado. Aí tiveram aquelas reuniões durante quatro anos no Petersberg, que eu contei no outro post, para decidir se os Aliados ajudariam a reconstruir a Alemanha, ou abandonariam os alemães à sua própria sorte. Ficaram com a primeira opção.

As fotos dos judeus mortos são sempre chocantes, e tinham objetos da época também, de arrepiar. Um dos relatos fala sobre um sobrevivente que caminhou 800 km para voltar ao seu país. Sei quanto significa, mas não imagino o que seja depois de 5 anos em um campo de concentração.

Entrei também na carcaça de um avião dos Aliados, daqueles que usavam para levar comida e remédio para as pessoas. Pena que não pude tirar nenhuma foto, as câmeras eram proibidas. O pessoal ficava me cuidando o tempo todo, a brasileira que toca em tudo... eheh. Sou como o Saramago escreveu: "pessoa simples, daquelas que precisam de pôr a mão em cima das coisas para as reconhecerem”.

Mais sobre o museu aqui.

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