Weimar: terra de Goethe, Schiller, da república e de um campo de concentração


Férias. Weimar é uma cidadezinha de 50 mil habitantes conhecida por muitos motivos, mas principalmente porque aqui foi proclamada a república da Alemanha, em 1919 - mais de trinta anos depois da do Brasil. De fato a Alemanha é bem jovem, nasceu em 1871, antes disso era um conjunto de ducados e principados independentes. Aí depois de três reis e uma guerra mundial, os alemães ficaram de saco cheio da monarquia e fundaram a república.


Eles teriam feito isso em Berlim, se pudessem, mas depois da Primeira Guerra veio a guerra civil, e Berlim estava perigosa demais para o governo. Alguém se lembrou da pequena Weimar, a 300 km de distância, onde os maiores escritores da Alemanha, Goethe e Schiller, tinham vivido. Ela estava longe do fogo cruzado, e lá poderiam escrever a constituição. Assim nasceu a República de Weimar, a mesma que, em 1933, deu poderes a Adolf Hitler como chanceler. O partido nazista – que infelizmente tinha muitos membros em Weimar – fez propaganda durante seis anos, até que em 1939 Hitler invadiu a Polônia e desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

Weimar abrigou um campo de concentração a cinco quilômetros do centro da cidade, mas não fomos lá visitar porque a Ute disse que fica sempre muito mal. “Vocês não podem imaginar o que é para um alemão hoje pensar nas coisas que aconteceram aqui.”

Decidimos então ficar só com a parte boa. Visitamos as casas onde Goethe e Schiller viveram, no final dos anos 1700 e começo dos 1800, andamos de bicicleta por todos os parques e assistimos a concertos, na igreja e no bar.

Vi a poltrona onde Goethe estava sentado quando morreu, aos 82 anos. Estava lá ainda do mesmo jeito, de frente para a janela que dá para o jardim. Suas últimas palavras foram: “Deixem entrar a luz”. Na época não existiam agências internacionais, e a notícia da morte de Goethe foi manchete na Europa durante um mês inteiro, até que todo mundo ficasse sabendo.

Conto mais no álbum. Dá uma olhada lá.

4 comentários:

  1. Oi Fran! O escritor espanhol Jorge Semprun foi prisioneiro desse campo de concentração e contou a experiência em uma de suas melhores obras, Um belo domingo. Emprestei esse livro pro Vanin quando ele quebrou a perna. Vale muito a pena, ainda mais pra você que anda por aí. Só não sei se dá pra ler em alemão... em português já foi um certo desafio. Os livros do Semprun são mto bons mas exigem esforço pra leitores do nosso nível... (meu e do Vanin, pra você que anda pela Alemanha...) Bj Gustavo

    ResponderExcluir
  2. Oiiie Fran!! O seu blog está a cada dia melhor!! Você escreve super bem e está aproveitando, inclusive, "historicamente" essa oportunidade aí na Alemanha!! Tenho orgulho de ser sua amiga, você é "the best".
    Beijocas Fran!!!

    ResponderExcluir
  3. 1) Oi, Cabral!!! brigada pela visita!! Vou querer ler esse livro, com certeza, mas em alemão não rola, mesmo... só se fosse com a versão em português do lado. Vou procurar no Brasil! Beijão!! Manda lembranças pro pessoal!!

    2) Obrigada, Gi!! Depois da sua mensagem tive que deixar meu ego duas horas ajoelhado no milho... ehehe.

    ResponderExcluir
  4. e qdo é que vc vai postar mais?? Teu blog é como um seriado pra mim. Se não posta nada, fico a ver navios!!! hasuhsuahsuashua
    Meu dia fica vazio, na verdade/!!!ahjsaushaus
    Bjo, linda!

    ResponderExcluir