Bom dia, Berlim

As pessoas me falavam que quando eu conhecesse Berlim, não ia querer mais saber de nenhuma outra cidade na Alemanha. Er... Berlim é bem grande, bonita, tem muitos museus, parques, História, gente de todo tipo e tal. Mas também achei meio underground demais pro meu gosto, meio cinza, suja.

Dizem que lá é bom porque tem de tudo. Bem, eu não preciso de tudo, então os berlinenses que me desculpem, mas meu coração ainda bate por Colônia... eheh.

Estive lá no final de semana passado, fiquei na casa do Gabriel. Foi muito legal, andamos o centro todo de bicicleta, comemos Bratwurst na banquinha da calçada, tirei quase 300 fotos (aliás, já estão no álbum). Sábado à noite ainda encontrei o Mariano Senna, meu ex-chefe na agência de notícias AmbienteJA, e tomamos uma cerveja num barzinho de música brasileira.

Fui e voltei com aquele site de caronas que eu tinha falado, o Mitfahrgelegenheit. Na ida fui com outras três meninas num Golf. Andamos a maior parte do tempo seguramente acima dos 200 km/h.

Na volta, um momento de tensão. A carona que eu tinha combinado furou e tive que achar outra em cima da hora. Depois de uns dez "desculpe, já está lotado", consegui um lugar.

Só que o motorista tinha nome turco - me falaram que os turcos em Berlim são meio estranhos, totalmente diferentes dos turcos da Turquia ou de outras partes da Alemanha -, aí o Gabriel pra mim: "Se tiverem três turcos no carro, não te deixo entrar." Risos.

Passamos o dia naquela agonia e, quando chegamos, o motorista era super gente boa, de origem turca - mas acho que nasceu na Alemanha, porque falava alemão perfeitamente -, estava viajando com a irmã e levando mais um guri alemão de carona. O carro era um Mercedes Classe Não-sei-o-quê que só faltava levantar voo. Banco de couro, painel de mogno, uns 30 metros quadrados de espaço interno, luzinhas nos frisos das portas, era o ICE das caronas. O Gabriel pra mim: "tu tens mais sorte do que juízo mesmo."

Eu: "Eu sei."

Nenhum comentário:

Postar um comentário