Barzinho com música ao vivo: o conceito alemão

Em outubro fui num bar bem bacaninha com uns amigos do couchsurfing. Tinha coquetel, o ambiente era legal, mas a música vinha de caixas de som. Aí a Francis pensou alto: "ah, bem que podia ter música ao vivo aqui, né, ainda não vi ninguém tocando em bares em Colônia."

Foi o suficiente para a experiência "música ao vivo" virar um acontecimento. Depois de dois meses planejando, quando voltei, o pessoal me convidou pra ir no tal bar. De fato era um bar com música ao vivo, só que o bar ficava de um lado e a música do outro, em uma sala de espetáculos separada, onde a gente ficava em pé ouvindo, como um show. Quem estava tocando era um brasileiro.

Foi bizarro. O cara tinha uma guitarra com todas as cordas desafinadas de propósito. Ele cantava samba e MPB à Caetano Veloso e, nas pausas dos compassos, chacoalhava as cordas da guitarra fazendo ruídos ensurdecedores - imagine um menino de 5 anos brincando de ACDC com uma guitarra de verdade. Meus amigos alemães definiram como música impressionista.

Eu achei uma droga.

Na pausa, fomos para o subsolo, onde uma banda inglesa estava tocando baladinhas de comédia romântica. Bem melhor, mas ainda em pé. Antes das 22h30, o show acabou.

Fim.

Um comentário:

  1. Oi, gostei muito do seu blog, depois me dá uma moral e dá uma olhada no meu vídeo? É um cover da música Vestido Estampado, de autoria da cantora Ana Carolina. Obrigado e um Abraço!

    https://youtu.be/B1IrlvqK690

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