Carnaval de Colônia

Parte 1: O desespero

Os estagiários da redação foram escolhidos para cobrir o carnaval de Colônia, que é o maior da Alemanha, talvez da Europa e há quem diga que é o mais bam-bam-bam depois do brasileiro. Quem me conhece, sabe como eu odeio adoro o carnaval, então levantei hoje de manhã como quem ia pra forca.

Ao frio de -5ºC, saímos eu, a neve e a dor de cabeça. Eu ia bem desconfiada pela rua por não ver ninguém fantasiado. Eu não estava exatamente fantasiada, mas coloquei o cachecol mais colorido que tinha e pintei o nariz de vermelho, pra não destoar muito.

(Tenho um trauma com essa coisa de se fantasiar. Foi na Semana Farroupilha, quando eu tinha 7 anos. O caso é que a Semana Farroupilha não é de segunda a sexta. Se o 20 de setembro cai numa quinta-feira, a semana começa na quinta anterior e vai até o dia 20. Aos 7 anos de idade eu não sabia disso e fui vestida de prenda na sexta-feira. Resultado: eu era a única menina pilchada de toda a escola. Aí até hoje, dez anos depois (eheh), eu fico ressabiada.)

Cheguei na estação de trem e encontrei o primeiro bando de ursos polares com cachecol. Ufa... Depois ainda chegou um búfalo, alguns vampiros e um milho transgênico. Apesar de eu ser a mais discretinha de toda a plataforma, tava todo mundo interessadíssimo no meu microfone e no gravador.

Quando o trem começou a andar - e só depois disso - eu me dei conta de que tinha saído uma hora mais cedo. Estúpida...

Parte 2: A redenção

Cheguei na Severinskirchplatz, isto é, a Praça da Igreja do Severino, e o pessoal já estava animado. As fantasias hilárias e o extraordinário bom humor daquela alemoada toda acabaram amolecendo o meu coração. Minutos depois eu já estava balançando com a galera ao som de "In Kölle jebützt", que no dialeto local significa "Beijado em Colônia", o slogan desse carnaval. Em um ímpeto de atrevimento, os alemães têm permissão para dar bitocas no rosto uns dos outros. Igualzinho no Brasil.

Falando nisso, o frio foi um escândalo. Ao meio-dia a sensação térmica em Colônia era de -8ºC. Depois de duas horas, eu não sentia mais os dedos das mãos nem dos pés. E o frio dói. A sensação é de que alguém está prensando seus dedos com um alicate. Eu batendo queixo e todo mundo na maior empolgação. Algumas meninas estavam de mini-saia e meia arrastão, como se isso adiantasse pra alguma coisa. Aff, no Brasil soltar a franga é menos martirizante.

Resumo final da história: curti pra caramba!

Eis as fotos:

2 comentários:

  1. Vai lá jornalista!! rs
    Adorei a parte do milho transgênico, vampiros, etc! Mas você ficou fofinha com o nariz vermelho e mais o microfone (fez lembrar até do Chacrinha). Teresinha Uh Uh!! rs Beijos

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  2. gente, bitoca no carnaval? que ousadia!
    e morri de rir imaginando vc sozinha fantasiada... tadinha!
    beijo e saudade

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