O poder ideológico do sinal vermelho

Estava eu parada no sinal vermelho como todo mundo, esperando para atravessar a Oxfordstrasse, quando ouvi uma conversa em português.

Eram dois brasileiros com sotaque do nordeste, um deles com a camisa da seleção. Falavam sobre amenidades até que uma menina riponga atravessou no sinal vermelho. O mais bicho-grilo deles interrompeu a conversa e disse para o que devia ser recém-chegado:

- Isso aí não se faz, bixo. Dá mau exemplo. Ainda mais se tiver criança por perto.

Atravessei a rua rindo sozinha.

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