O fenômeno do inverno em Brühl

Nunca vi tantos vizinhos como agora em Brühl. Por uma razão misteriosa as pessoas parecem ficar mais ativas no frio. Várias luzes de janelas acesas, gente na rua, crianças, jovens fazendo festinhas, gente vendo TV. É uma alegria.

Arroz, feijão e bife acebolado

Trá-lalá... como sou feliz.

A consulta no médico

Segunda-feira passada chegou pelo correio a minha krankenversicherungskarte, que nada mais é do que o cartão-do-seguro-de-saúde.

Aqui na Alemanha, o seguro de saúde é obrigatório para quem ganha até 5 mil e poucos euros por mês. Acima disso, a Cristina estava me explicando, é facultativo, mas a maioria das pessoas têm.

O meu é obrigatório, naturalmente. E como não é barato, resolvi marcar exames de rotina.
Cheguei na hora marcada e fiquei 45 minutos na sala de espera - algo lhe soa familiar? A vantagem é que a médica morou em São Paulo e fala português, bem querida.

Marquei os exames e descobri que estou na faixa etária mais cara da Alemanha. Não sou jovem o suficiente para ter desconto no transporte, nem velha o suficiente para fazer exames gratuitos.

Mensch...

Barzinho com música ao vivo: o conceito alemão

Em outubro fui num bar bem bacaninha com uns amigos do couchsurfing. Tinha coquetel, o ambiente era legal, mas a música vinha de caixas de som. Aí a Francis pensou alto: "ah, bem que podia ter música ao vivo aqui, né, ainda não vi ninguém tocando em bares em Colônia."

Foi o suficiente para a experiência "música ao vivo" virar um acontecimento. Depois de dois meses planejando, quando voltei, o pessoal me convidou pra ir no tal bar. De fato era um bar com música ao vivo, só que o bar ficava de um lado e a música do outro, em uma sala de espetáculos separada, onde a gente ficava em pé ouvindo, como um show. Quem estava tocando era um brasileiro.

Foi bizarro. O cara tinha uma guitarra com todas as cordas desafinadas de propósito. Ele cantava samba e MPB à Caetano Veloso e, nas pausas dos compassos, chacoalhava as cordas da guitarra fazendo ruídos ensurdecedores - imagine um menino de 5 anos brincando de ACDC com uma guitarra de verdade. Meus amigos alemães definiram como música impressionista.

Eu achei uma droga.

Na pausa, fomos para o subsolo, onde uma banda inglesa estava tocando baladinhas de comédia romântica. Bem melhor, mas ainda em pé. Antes das 22h30, o show acabou.

Fim.

Ok. Tá frio.

Ontem saí com uns amigos em Colônia e cheguei em Brühl às 23h.
Na frente do castelo Augustusburg, o catavento colorido girava insandecido com a ventania, que veio graciosamente acompanhada de uma garoa, ora de neve, ora de chuva. Como perdi as minhas luvas em Basel, ao longo do caminho precisava escolher entre manter a mão no bolso ou segurar o capuz. O nariz, a mão do capuz e as pernas ficaram dormentes.

Em casa, o Weather Channel confirmou: -7ºC
E pensar que em Berlim esta semana fez -21ºC...

português versus português

Sabe como chama trem em Portugal? Comboio.
E ônibus? Autocarro.
E xícara? Xávena.
E talvez? Se calhar - se calhar a gente se encontra hoje à noite.
E se uma coisa foi muito bacana ela é...? Gira. Esse CD é muito giro, o pá.
Esse "o pá" eles usam pra tudo, mesmo.

E hoje o moçambicano Daniel veio me perguntar o que é "baque".

Estás a ver?

Olimpíadas domésticas de inverno: o aquecedor

Todo mundo faz cara de apavorado quando os termômetros marcam -10ºC, mas na verdade aqui a gente só sente frio quando está na rua, porque dentro de casa, no trabalho, no supermercado ou no restaurante, é sempre 20ºC.

No meu apê, em cada cômodo tem um aquecedor de ferro branco em forma de sanfona que dá pra regular a temperatura de 6ºC a 24ºC.

Mas como tudo mais na Alemanha, manter a casa quentinha exige um método. A Anne-Rose me deu um cursinho de capacitação em operação de aquecedores quando cheguei. As regras são simples:

1) Todas as portas de todos os cômodos devem ficar fechadas para economizar energia (particularmente, acho um saco).

2) Ao sair de casa, devo ajustar os aquecedores para a temperatura mínima - para economizar energia.

3) Depois de tomar banho, tenho que abrir totalmente a janela e passar o rodinho nas paredes para tirar o excesso de água, senão cria mofo. Sem esquecer de desligar previamente o aquecedor, é claro, para economizar energia.

4) Quando chego em casa à noite, devo desligar todos os aquecedores e abrir as janelas para arejar a casa por cinco minutos. A Anne-Rose me sugeriu usar o timer do fogão para controlar os cinco minutos (!). E eu uso (!).

Piadinha verídica

A brasileira e a portuguesa estavam no trem para Wuppertal (elas me pediram para não revelar seus nomes... risos). Conversando para se conhecerem, a brasileira disse:

- Ah, no Brasil eu vivia de bicos.
- Não fales isso! - disse a portuguesa apavorada, olhando em volta.

Aí a brasileira descobriu que em Portugal fazer bico é fazer sexo oral.

Imagens do inverno

Inverno


Tirei essas fotos na primeira semana que cheguei. Final de semana passado a neve derreteu toda e o mundo voltou a ter cores... risos.

Escorregou na sua calçada, a culpa é sua.

Saiu na página da DW em Português semana passada. Achei genial. Destaque para os trechos:

Ao amanhecer, depois de uma nevasca noturna, os alemães vão para as ruas com suas pás coloridas e começam a retirar a camada branca e congelada que cobre as calçadas e as trilhas. A ação é para impedir que alguém escorregue.

(...) se alguém escorregar numa calçada, quem paga a conta é o dono do imóvel. E não é pouco: principalmente se ficar provado que houve desacato às normas que regulamentam a retirada da neve e do gelo.

Caso alguém escorregue no gelo, nem sempre o dono do imóvel precisa indenizar a vítima. Se o tombo for às três da manhã, por exemplo, o custo fica exclusivamente a cargo do convênio médico. (...) em geral a obrigação de manter a calçada livre da neve vai das sete da manhã às oito da noite.

E quando o proprietário está de férias, ou tenha ele mesmo escorregado numa calçada e esteja de cama? As leis alemãs chegam a este nível de detalhe: nesse caso, o dono do imóvel tem que incumbir outra pessoa de cuidar da calçada em seu lugar.

Risos...

Leia a matéria completa.

Fátima Tchumá Camará, de Guiné-Bissau para o mundo

Minha colega de estágio chegou na DW dois meses antes de mim e foi embora 13 dias depois de eu chegar. Conversamos, de fato, umas duas vezes, mas a história de vida da Fátima me impressionou.

Aos 32 anos, casada e mãe de três filhos, o mais novo de 7 meses, o mais velho de 7 anos, ela saiu de casa no dia 16 de novembro e só deve voltar no dia 4 de fevereiro.

A Fátima mora com o marido, os filhos e uma sobrinha em Bissau, capital da Guiné-Bissau, na costa leste africana. O país tem mais ou menos 1,5 milhão de habitantes e sérios problemas de infra-estrutura. Na casa da Fátima não tem energia elétrica, a televisão e a geladeira funcionam com gerador a diesel.

Ela trabalha na Rádio Nacional há sete anos. Faz reportagem e grava boletins sem acesso a internet, e quem edita as matérias são técnicos em máquinas analógicas. A média de salário de um jornalista lá, ela me contou, é de 70 euros. Começou há pouco o curso de Comunicacao Organizacional e Marketing na Universidade de Bissau, onde o marido, jurista, tornou-se reitor no ano passado.

Pertencente à etnia Fula, muçulmana praticante, mas não fundamentalista, como ela própria se define, é casada por amor com um homem da etnia Cassanga, animista não praticante. Na Guiné-Bissau não temos conflitos entre etnias nem religiões, diz ela.

Seu pai morreu em 1998, no último dia da guerra civil com uma bala perdida, quando levava o café da manhã para a família que estava refugiada em um bunker do Ministério da Saúde. A mãe mora com seus outro cinco irmãos. Eram seis, mas uma irmã morreu aos 29 anos de uma doença repentina.

A primeira vez que Fátima veio à Alemanha foi no ano passado, para fazer um curso sobre jornalismo ambiental na DW Akademie. Além do trabalho na Rádio Nacional, ela também colabora com a Televisão Pública de Angola, TPA, e é membro da Associalção dos Jornalistas da África Ocidental.

Ela já esteve em Portugal, Senegal, Gâmbia, Níger, Burquina Fasso, Abidjã e Líbia. Este ano ainda vai a Cabo Verde e em janeiro a Brasília, como membro da Comissão da Conferência Internacional Infanto-Juvenil, Vamos Cuidar do Planeta - Brasil 2010.

Olimpíadas domésticas de inverno: lavar a roupa

Se você lavar a roupa e estender na rua a -2ºC ela vira pedra, me explicou a Anne-Rose, dona do apartamento que eu alugo. O que fazer? Calma, você está na Alemanha, e eles têm um plano detalhado para tudo.

A minha máquina de lavar não fica dentro de casa, como no Brasil, fica no porão, junto com todas as máquinas do prédio - são nove apartamentos -, e nesse porão existe um varal. Mas não pense que você pode ir simplesmente estendendo a sua roupa onde bem entender.

Existe uma tabela para conhecimento de todos, dividindo o uso do varal interno. Uma semana para cada dois moradores. A minha foi a semana passada. Vou poder estender lá embaixo de novo daqui duas semanas. O horário vai de uma segunda-feira à tarde até a segunda seguinte pela manhã.

E nesse meio tempo? Melhor não lavar roupa. Lave só as peças pequenas e estenda dentro do apartamento.

A Anne-Rose me disse que se eu lavasse as roupas no sábado, na segunda de manhã estariam secas - olha a situação. Assim fiz, e como eles tem produtos especiais para lavar as roupas de inverno, sempre orgânicos, a roupa não ficou com cheiro ruim.

Ah, die Deutsche...

Matéria no programa Juventude em Foco de 10 de janeiro

Meu boletim foi sobre o programa de incentivo do time de futebol FC Köln para que os jovens jogadores não deixem os estudos. Está aos 18'45''


Primeira matéria na DW-Rádio!

Meu primeiro boletim na DW-Radio em Português saiu no programa matutino do dia 8 de janeiro. A matéria começa aos 19 minutos e 50 segundos.

Clínica de recuperação de Verbos

Quando fui morar em Florianópolis, em 2001, para me integrar na nova cultura comecei a usar o "você", coisa que no Rio Grande do Sul ninguém fala e, se fala, soa estranhíssimo. Lá usamos o tu mal conjugado na fala informal - tu viu, tu fez -, e bem conjugado na fala e em textos formais - tu viste, tu fizeste. Ainda tem gente que quer falar bonito e conjuga errado: tu fizestes.

Enfim, quando o "você" entrou na minha vida, o meu português virou uma salada. Um pouco de tu bem conjugado, um pouco de tu mal conjugado e outro tanto de você, não conjugado - isso na língua falada, claro, e na internet. Textos de verdade eu escrevo direitinho, risos.

Agora entre portugueses, guineenses, moçambicanos e cabo-verdianos, para quem o você é ainda mais entranho do que para os gaúchos, tenho voltado a usar o tu e a conjugar os verbos direitinho. E nada de comer o início das palavras: é "estou" e não "tô".

Se o alemão vai melhorar nessa nova temporada, eu não sei, mas o português, vai.

Strogonoff - 2ª tentativa

Eu trouxe a batata palha do Brasil desta vez, mas acabei esquecendo o creme de leite. Não sei como aconteceu, eu comprei creme de leite especialmente para trazer. Cheguei a cogitar uma conspiração, alguém abriu a minha mala e tirou o creme de leite de lá - é proibido transportar carne, leite e respectivos derivados no avião - mas o leite condensado veio, então não sei o que houve.

Lá vai a Francis ao supermercado de novo procurar um similar. Em vez de comprar às cegas, aluguei a funcionária. Disse que queria uma "Schlagsahne" (nata batida), mas sólida, não líquida, para fazer strogonoff - ela tinha uma vaga noção do que fosse.

Ela primeiro me sugeriu "Saure Sahne" (nata azeda), definitivamente não. Depois a Schmand, que pela tradução era creme de leite. Ok, levei pra casa. O gosto não é exatamente igual, é meio puxado pro de iogurte natural, o pote é igual ao de iogurte, mas no fim deu certo.

Resultado: Schmand substitui o nosso creme de leite (na comida, não recomendo para doces). A batata palha tem que importar, não tem jeito. E a carne tem que ser de bife rolê (Roulade) mesmo.

Missão strogonoff cumprida!

Brigadeiro de fogão elétrico

Escaldada com os desastres culinários da temporada passada na Alemanha, resolvi pesquisar no Google como fazer brigadeiro no fogão elétrico. Pelos relatos do Blog da Lu e Oi Toronto, as perspectivas não eram nada animadoras.

Paciência, bora pro fogão. Escolhi o bico onde sempre esquento o leite e liguei no número 2 (teoricamente o "fogo" médio). Coloquei lá uma colher de sopa de manteiga, uma lata de leite condensado e sete colheres de sopa de chocolate em pó Milka (foi a coisa mais parecida com Nescau que encontrei no supermercado Rewe).

Mexe, mexe, mexe... depois de uns 20 minutos ele começou a desgrudar do fundo - opa, tá dando certo. Fiquei na dúvida se estava no ponto, tive medo de queimar e desliguei. Cinco minutos na sacada pra congelar e uma noite na geladeira (na sacada viraria pedra).

Hoje de manhã, meu brigadeiro estava no ponto de meleca. Nem duro o suficiente para fazer bolinha, nem mole para comer como mingau. Estava esticando, que nem puxa-puxa de melado, sabe? Achei melhor colocar em taças.

O gosto e a textura ficaram ok. Mais 5 minutos cozinhando e ele teria ficado perfeito, acho. Na próxima eu acerto!

Considerações sobre o frio

Essa semana a temperatura média em Bonn e Brühl foi de -5ºC. Pra dizer a verdade, não notei muita diferença entre o zero grau e os -5. E também não passei mais frio do que já senti na caçamba de uma camionete em São José dos Ausentes, na Serra Gaúcha - pelo menos duas pessoas no mundo sabem do que eu estou falando -, ou seja, é um "muito frio" tolerável.

Os alemães costumam dizer que não existe tempo ruim, apenas roupa inadequada. Meu figurino diário tem sido: meia calça fio 40, meia grossa, calça jeans, camiseta de algodão, blusa segunda pele, blusa de lã de gola alta, casaco até o joelho, cachecol e botas.

Os pés ficam sempre gelados, isso é um fato que a pessoa tem que aceitar. A parte da perna entre a bota e o casaco, idem. Em compensação, o peito e o pescoço ficam quentinhos, até debaixo de neve, como peguei pela primeira vez hoje em Bonn.

A neve, aliás, é um parágrafo à parte. Ela não é comportada que nem a chuva, que cai de cima para baixo e respeita o guarda-chuva. Não. Os flocos são como plumas, voam na horizontal e parecem que escaneiam a gente em busca de frestas no casaco. Quando tocam na pele são tão gelados que chega a dar um choque.

O pessoal hoje estava comentando que vem uma nevasca forte no domingo. Eu vou estar em casa, bem quentinha...

Supermercado - uma nova abordagem

Pela primeira vez fui de carro ao supermercado na Alemanha. A Ute se ofereceu para me levar em casa, então achei melhor já fazer meu ranchinho. Me dei ao luxo de pegar um carrinho - sim, porque quando estou a pé vou só de cestinha, para não perder a noção do peso que vou ter que carregar. E pra melhorar ainda fui com apoio técnico. O marido da Ute precisava comprar umas coisas também e me ajudou a escolher a carne e a achar as coisas nas prateleiras.

Na hora de passar no caixa não existem sacolas. As compras vão do carrinho para a esteira e de volta para o carrinho. No carro há dois cestos modulados no porta-malas, os produtos vão ali pra dentro e dali pra casa.

Bah! Meu trauma de supermercado até passou.

Ano novo, bolsa nova

Daqui a pouco começo meu estágio na Rádio Deutsche Welle para os países de Língua Portuguesa. Se o meu português já ficou meio esquisito por causa do alemão - quando cheguei em casa eu conseguia falar tudo tão fácil e rápido que comecei a engolir os plurais, à Lula -, não vou me admirar se daqui a pouco começar a falaire cmo se stivess em Prtgal.

E ainda têm as histórias verídicas. A Regina, da redação online, contou que estava conversando com uma portuguesa sobre seus respectivos filhos até que ela, nascida no Nordeste, perdeu a paciência:

"Ocê pare de chamar o meu bichinho de puto!"

E a portuguesa:

"E tu vês se paras de chamar meu puto de bichinho!"

Piadinhas à parte, tenho muito a aprender sobre Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Portugal. É melhor apertar os cintos, porque o mundo vai ficar maior!

Você está a ouvir a Rádio Deutsche Welle - A voz da Alemanha.

Chega de férias

A partir de hoje o blog volta à ativa. E de cara nova pra receber 2010! Espero que o novo layout agrade... a foto mostra a Catedral de Colônia e a ponte sobre o Rio Reno. Não moro nem trabalho em Colônia, mas por ser a minha cidade do coração (e ter fotos melhores do que Bonn e Brühl), foi a eleita para o título do Denke Ich...

Minha passagem pelo Brasil foi agridoce. Matei as saudades da minha família, comi arroz, feijão e bife até saltar pelos olhos, fui à praia e vi muitas pessoas importantes pra mim.

Por outro lado, tive a tristeza de perder um primo muito querido. Em menos de dois meses ainda perdi meus dois gatos e não consegui estar com todas as pessoas que eu queria.

Não consegui ver o pessoal do Aikido, nem meu amigo Carlos Rosasse. Não tomei cerveja com o Mariano no Mercado Público, nem com o Juliano na Trindade. Não consegui me reunir com o pessoal da faculdade, não joguei vôlei de praia com a Simone no Riozinho nem sinuca com a Bell.

A todos os amigos que "deixei na mão", peço desculpas. Não tive exatamente férias nesse tempo. Trabalhei nas três primeiras semanas (culpa da Deborinha) e depois acompanhei meu primo no hospital.

Quando me dei conta, 2009 se foi e eu estava em Congonhas, esperando pelo voo outra vez. Aquele aeroporto é como um rito de passagem, uma transição entre a realidade no Brasil e na Alemanha. Passo tanto tempo em trânsito que quando chego é como se tivesse saído do limbo.

Buenas, cá estamos novamente. A Alemanha nos recebeu a -1ºC, monocromática e coberta de neve.