Uma queda pela Europa

A da minha mãe foi por Düsseldorf. Ia pela rua encantada olhando os prédios, não viu que a calçada acabou e levou um tombo espetacular. Não se machucou, ufa.

A da minha avó foi pela cidade de Manage, na Bélgica, quando voltávamos de Paris. Saiu da loja de conveniências do posto, não viu o degrau e, tal qual Terezinha de Jesus, de uma queda foi ao chão.

Os incidentes renderam meia hora de gargalhadas e, como prometido, um post no Denke Ich, para todos os nossos amigos ficarem sabendo (eh, eh).

A chegada das tigras

Minha mãe e minha avó vieram me visitar. Chegaram dia 11/3 e ficam até a Páscoa. Como vocês devem ter percebido pelos 21 dias sem atualizar o blog, nossos dias têm sido movimentados.

Além da metrópole Brühl, elas já estiveram em Bonn, Colônia e Königswinter, com suas ruínas de Drachenfells - o castelo do dragão.

Também fomos a Paris, de carona no minibus dos tiozinhos turcos que fazem concorrência à Deutsche Bahn com suas linhas regulares para a cidade luz. Encontramos o François lá e comemoramos o aniversário da minha mãe. Foi tudo maravilhoso, exceto por um resfriado que me deixou o final de semana inteiro (e até hoje) tossindo que nem cusco pesteado.

Ontem à noite elas chegaram a Roma, ciceroneadas pelo meu querido amigo Sérgio, que conheci em Floripa pelo CouchSurfing.

Assim que eu sobreviver ao mês de março, posto as fotos. Juro.

21 dias é demais

Hoje de manhã quando me interessei pelo post "Como ressuscitar um blog em 5 passos", do Edney Souza, concluí que precisava atualizar o Denke Ich - antes que algum portal teuto brasileiro desaconselhe a leitura por eu não bater ponto diariamente no Blogspot.

O milagre da ressurreição é para blogs caducados há mais de um ano, então vou ficar só com a dica e ignorar os passos.

Sugiro o seguinte: Faz de conta que eu não passei pela chegada da primavera sem publicar um post esfuziante e toquemos em frente. A seguir vocês vão entender por que passei tanto tempo off.

Resultado do TOEFL!

Acabei nem contando da prova, né, esqueci. Pois então, fiz o TOEFL no dia 13 de fevereiro, em pleno carnaval - é claro que eu não tinha me dado conta disso quando me inscrevi. Achei que ia fazer a prova sozinha, mas que nada, a sala estava cheia.

Deu tudo certo. Saiu hoje o resultado, fiz 102 pontos no TOEFL iBT, que vai até 120. Para o programa de mestrado em que vou me inscrever o mínimo era 79 pontos. Ueba!!

Barrada no jogo

Entrei sedenta na página do Globo Esporte para assistir ao jogo da seleção contra a Irlanda e me deparei com a seguinte mensagem:












"Acesso internacional: Os direitos de exibição deste conteúdo restringem sua visualização ao território brasileiro."

Sacanagem...

A criminosa

Eu devo estar absorvendo a mentalidade alemã. Hoje estava me sentindo toda culpada (e apavorada) por pegar o trem sem pagar.

Aqui na Alemanha os trens não têm catraca. Você compra o bilhete em uma máquina, valida em outra e embarca. Durante a viagem, um cobrador pode aparecer - ou não - e pedir pra ver seu bilhete. Normalmente eles não vêm, no mês passado eu só tive que mostrar o meu três vezes. Maaaas, se ele vem e você não tem a passagem, a multa é de 40 euros.

Pois bem, a Francis tem um tíquete mensal que lhe dá direito a pegar qualquer trem, metrô, bonde ou ônibus entre Bonn e Brühl. Segunda-feira, dia 1º de março, o tíquete de fevereiro não valia mais, naturalmente, mas eu só podia renová-lo em Bonn.

Como para ir até lá o bilhete individual custa absurdos 4,40 euros e eu não tinha dinheiro na carteira, decidi entrar sem pagar. Na verdade não tem nada de mais, eu já esqueci de comprar passagem e só me dei conta quando cheguei, mas enfim, dessa vez era intencional e eu estava me sentindo uma criminosa.

Chego no trem e tem um adesivo na porta - que não estava lá ontem - com os dizeres: "só embarque se tiver um bilhete válido".

Bateu aquele peso na consciência e eu já estava inventando mil desculpas para dar ao cobrador: "Mas que dia é hoje?", "Este ano não é bissexto?", "Eu vou comprar meu tíquete mensal quando chegar em Bonn e ele terá pago por esta viagem também, o senhor pode ir comigo se quiser". A úlcera velha gritando e o coração aos saltos cada vez que entrava alguém de preto no vagão.

Doze minutos de suplício depois, desembarquei em Bonn.