Alemanha: Lado "A"

Experiência própria:

Você liga às 10h para marcar uma consulta no médico às 15h, faz os exames no próprio consultório, recebe o resultado e a receita na hora, sai da clínica às 16h e compra o antibiótico na farmácia da esquina por 5 euros.

Alemanha: Lado "B"

Experiência própria:

Você chega no consultório médico e tem uma placa na porta escrito "frisch gestrichen". Você nunca leu essa frase na vida e só se dá conta de que ela significa "tinta fresca" quando está com os dedos brancos. A secretária, com olhos de fúria, grita:

- A tinta está fresca, você não enxerga?

A última sobre o sinal vermelho

O meu amigo Rodrigo Benincá leu o post Crônicas do Sinal Vermelho e me mandou um recado por e-mail, não aparece aqui no blog. Ele disse:

"vc está muito fascinada pelas faixas de pedestres e sinais vermelhos sendo respeitados... lembro do seu post ano passado (algo assim) falando da bronca que levasse ao cruzar a faixa com sinal vermelho
agora vc fica observando isso direto
heheehhe
acho legal"


Então, explico por quê.

Na verdade eu sou um pouco crítica em relação a essa história. Por um lado eu acho bacana que as pessoas respeitam as regras e fico feliz de saber que ninguém vai atravessar a rua correndo na frente dos carros, causando risco de acidente.

Mas por outro, eu acho que falta um pouco de senso crítico nessa atitude. Às vezes está frio, chovendo, não vem absolutamente nenhum carro na rua e as pessoas ficam lá, plantadas, esperando o sinal ficar verde para cruzar.

Quando eu era pequena, me ensinaram que eu tinha que olhar para os dois lados antes de atravessar. Se viesse carro, não atravessava. Pronto. Quase três décadas depois, estou aqui, vivinha, zero atropelamento.

Não seria melhor ensinar as crianças a avaliarem os riscos em vez de simplesmente obedecerem a uma luz? O que vocês acham?

"Meus" pássaros

Desde que comecei a jogar arroz no gramado, o passaredo faz uma festa aqui no jardim.






Acho que eles nunca tinham visto arroz na vida, só batata.

Barzinhos legais em Bonn

Já que estamos falando de diversão, aqui estão os meus barzinhos favoritos até agora (não necessariamente nesta ordem):
  • Tacos Mexican Bar
    Mexicano, com boa comida, bons coquetéis e música latina.

  • Café Bistrô Pendel
    Do lado do Stadttor, o Portal da Cidade, bem no centro, local bacaninha.

  • James Joyce
    Irish Pub com uma área de não-fumantes (adoro). Tem torradas deliciosas.

  • Café Pawlow
    Durante o dia é um café, à noite um barzinho mega-pop. Cerveja barata e música boa. Nos domingos tem brunch.

  • Das Nyx
    Onde foi a World Beat Party. Fui lá só uma vez, mas achei o ambiente bacana, cerveja a bom preço e bom atendimento.
  • Biergarten am alten Zoll
    Fica na beira do rio, ao lado da Universidade de Bonn e é ponto de encontro dos estudantes. Lugar super bacana e vista linda.



Visualizar Bares em Bonn em um mapa maior

A melhor festa de Bonn

se chama World Beat Party. Fui com alguns colegas da DW no sábado passado e me diverti como nunca aqui na Alemanha.

Rola música do mundo todo, de Fado a Bollywood, em espanhol, árabe, chinês, francês, alemão, e, claro, em português. Fomos à loucura com o axé da Ivete e o Rap das Armas (O parapapapapá do Tropa de Elite).

Desde o ano passado, quando fui a duas festas horrorosas aqui em Bonn com o pessoal do Instituto Goethe, tinha desistido de sair pra dançar e só ia a barzinhos. Pois sábado passado Bonn se redimiu.

A World Beat Party acontece uma vez por mês. A próxima vai ser no dia 12 de junho, na Brotfabrik.

Uhuw!

Crônicas do Sinal Vermelho

No cruzamento da Oxfordstrasse, o alemão de quarenta e poucos anos atravessa no sinal vermelho. Atrás de mim, a vozinha:

Mãe, mãe, ele passou no vermelho!

a mãe:

É... isso é muito perigoso.

Encontrei batata palha!

A Arlete tinha razão, tem batata palha no supermercado!


Mas não vá ficando todo animadinho.
O pacote é de 100g, custa 1,49 EUR e é daquele jeito, né, agridoce picante.

Mas é melhor que nada, vai.

O poder ideológico do sinal vermelho

Estava eu parada no sinal vermelho como todo mundo, esperando para atravessar a Oxfordstrasse, quando ouvi uma conversa em português.

Eram dois brasileiros com sotaque do nordeste, um deles com a camisa da seleção. Falavam sobre amenidades até que uma menina riponga atravessou no sinal vermelho. O mais bicho-grilo deles interrompeu a conversa e disse para o que devia ser recém-chegado:

- Isso aí não se faz, bixo. Dá mau exemplo. Ainda mais se tiver criança por perto.

Atravessei a rua rindo sozinha.

Reno em Chamas

Rhein in Flammen

O Festival Rhein in Flammen (Reno em Chamas) é um show de fogos de artifício que acontece todo ano ao longo do Reno, de maio a setembro, cada mês em um ponto diferente do rio.

Fui com os colegas da Deutsche Welle e fiz algumas fotos e vídeos. Foram 20 minutos de fogos sincronizados com música. Pra mim a parte mais bonita foi com a 9ª Sinfonia de Beethoven. Show!

Primavera em Bonn

Primavera

Quando cheguei aqui, em julho do ano passado, não entendia a moral dos “Biergarten” ou “Jardim da Cerveja”, que nada mais são que mesas na rua dos bares. Tá, sentar do lado de fora, e daí?

Depois de conhecer o inverno daqui, a gente entende o valor do Biergarten, das mesas na rua, de sentar na grama, do calor do sol...

Papai do céu, obrigada pela primavera.