Fraudarôsa

Muito prazer, sou eu.

A primeira vez que me chamaram assim faz um ano, quando fui abrir a conta no banco aqui na Alemanha. Eu não respondi, claro, não achei que fosse comigo. Meu nome completo é Francis da Rosa França, mas profissionalmente assino Francis França.

Ao preencher formulários, tenho que colocar o nome como está no passaporte, senão dá problema. E como na Alemanha eles não estão acostumados a dois sobrenomes mais uma preposição, encurtam a história.

Assim me tornei Frau da Rosa, ou seja, Dona da Rosa, porque aqui eles sempre chamam as pessoas pelo sobrenome.

Agora já acostumei.

Vergonha é comprar e não poder carregar

Sabe no Brasil, quando você compra uma geladeira e é óbvio que eles vão entregá-la na sua casa de graça? Na Alemanha é diferente. Se você comprar uma geladeira, é melhor ter como carregá-la você mesmo.

Aqui muitas pessoas não têm carro. Umas porque não podem - apesar de os carros aqui serem muito mais baratos do que no Brasil, e as estradas viverem atrolhadas - outros porque não querem, já que aqui, diferente do Brasil, o transporte público funciona e muitas vezes se chega mais rápido de trem do que de carro.

Nas lojas, o serviço de entrega costuma ser caro (tipo 80 euros pra entregar a sua geladeira), então muitas pessoas optam por alugar carros. Grandes lojas de móveis e utilidades, como a Ikea, por exemplo, alugam camionetes por 27 euros cada hora e meia, o que é bem prático.

Mas tem seus problemas.

Outro dia, fui à Ikea com minha ilustríssima amiga Renate Krieger e optamos por alugar uma Van para transportar umas estantes e um sofá. Chegamos em Bonn - eu ao volante - e veio aquele: putz, e agora?

Como estamos acostumadas a andar pela cidade a pé, de bicicleta ou metrô, não tínhamos a menor noção de como andar por lá de carro.

O resultado foi um retorno proibido e uma rua na contra-mão.

Liga de vôlei de praia em... Bonn (!?)

O Beethoven ficou espremido entre as duas quadras de areia que colocaram no meio da Münsterplatz, a praça central de Bonn. Trouxeram mais de 650 toneladas de areia para o campeonato nacional de vôlei de praia, o "Smart Beach Tour", que acontece neste final de semana de 24 e 25 de julho. A final feminina é sábado, às 15h. E a masculina, domingo, às 16h. Todos os jogos têm entrada franca.

Hoje passei por acaso pelo centro e parei pra ver um pouquinho dos jogos.


Vai dar um trabalho limpar isso depois...

Beethoven de camarote. Se bem que ele deve ter se sentido meio outsider.

Eliminatória feminina. Ouvi uns: "Bora! Bora!"

Sabia que tinha brasileira no meio... e elas ganharam por 2 sets a zero!!

O verão alemão

é curto, mas é tão quente quanto o inverno é frio.

E só porque é curto eles acham que tudo bem a gente cozinhar dentro de um ônibus/metrô/bonde/trem lacrado sem ar condicionado.

Resignada, comprei um leque.

O leitor de Berlim

Acompanho as visitas do Blog pelo serviço do Google Analytics, e uma coisa que me chama a atenção é um leitor de Berlim. Ele acessa o Denke Ich com muita frequência, vem através do Blogger e passa geralmente mais de 10 minutos no blog.

Fico muito feliz! Mas queria saber: quem é você, leitor de Berlim?

Capricha aí!

Esses dias fui tomar sorvete em uma das muitas sorveterias de Bonn que cobram 70 centavos a bola e, em um ímpeto de brasilidade, pisquei pro atendente e disse:

– Eu quero uma GRANDE bola de sorvete de iogurte – meu novo sabor predileto.

Ele me deu a bola bem caprichada, eu paguei com uma moeda de 1 euro e ele não me deu troco. Eu perguntei por quê.

– Você pediu uma bola grande.

Dicas para o TestDaF

A pedido da Ana, seguem aqui algumas dicas para quem pretende/precisa fazer o TestDaF, o exame de proficiência em alemão.

Eu fiz a prova em setembro de 2009 e consegui TDN 4, 3, 4, 4. O 3 foi em Hörvestehen. Na época eu tinha recém terminado o nível B2.2 no Instituto Goethe - estudava alemão havia um ano e meio.

Para mim o resultado foi suficiente, porque o mestrado para o qual eu me inscrevi, por ser voltado para o público internacional, pedia nível 3 nas quatro partes da prova: Leseverstehen, Hörverstehen, Schriftlicher Ausdruck e Mündlicher Ausdruck.

É bom destacar que programas alemães normais de pós-graduação exigem nível 4 em todas as partes.

Me preparei com o livro "Mit Erfolg Zum TestDaf":

O livro traz 3 simulados da prova, mais áudios e sugestões de respostas. Fiz todas as lições em uma imersão durante 14 dias. Pra mim funcionou, mas exige disciplina. Tem gente que prefere fazer um curso específico. Curso é sempre bom, mas é bem mais caro e o professor também vai dar simulados.

Não achei esse livro pra vender no Brasil. Como alternativa achei o "Fit für den TestDaF", que usa o mesmo método:







A maior dificuldade do TestDaF, na minha opinião, é o tempo. A gente tem que responder tudo muito rápido. Foi o que me prejudicou na prova de Hörverstehen, eu sabia a respostas, mas simplesmente não tive tempo de pensar para escrevê-las. Por isso, fazer simulados para treinar respostas e pegar o ritmo da prova é super importante.

Sucesso!