Matéria de buraco de rua

Na Alemanha, é capa de jornal.
"O imenso buraco de Düsseldorf - 4,5 metros de profundidade"
Só pra explicar: no jargão jornalístico, matérias de "buraco de rua" são as mais comuns e desprestigiadas do jornal, dadas a repórteres iniciantes.

Comida alemã

Semana passada meus amigos Ana e Nas, que moram em Madrid, foram me visitar em Bonn e fizemos um verdadeiro roteiro gastronômico na terra da batata. Aliás, esse nome é mesmo bem apropriado para definir a culinária alemã, já que quase tudo vem acompanhado de batata - em suas mais variadas formas e texturas.

Provamos e aprovamos:
  • Schweinebraten: o famoso porco assado, tenro por dentro, crocante por fora.
  • Schweinshaxe: joelho de porco. O nome assusta, mas é uma delícia, a carne desmancha na boca.
  • Bratwurst: a salsicha grelhada que você pode comprar tanto na barraquinha da esquina como em uma Brauhaus, as famosas casas de comida e cerveja típicas alemãs.
  • Currywurst: a mesma salsicha, mas cortada em rodelas com molho curry.
  • Schnitzel: filé de carne de porco empanado.
  • Bratkartofeln: minha batata favorita. Cortada em rodelas e dourada na frigideira, com cebola e bacon picadinhos.
  • Klößer: Difícil de definir. Se pronuncia "kloesser". São grandes bolas do que parece ser um nhoque de batata gigante. Muito bom acompanhado de Sauerkraut, o famoso chucrute.
  • Spätzle: Um tipo de massa comum, feita de ovos, farinha e sal, mas mais leve e com uma textura mais porosa.
  • Flammkuchen: típica da região da Alsacia (França) e também do sudoeste da Alemanha. É uma pizza bem fininha, quase um crepe, coberta com queijo coalho ou de cabra, bacon e cebola.
Esse humilde cardápio foi cumprido em seis dias de viagem. Entre as refeições, passeamos. :-)

Enfim, o mestrado

Pois é, meu povo, consegui a bolsa de mestrado. Começo em setembro o curso International Media Studies, um projeto da Deutsche Welle Akademie em parceria com a Universidade de Bonn e a Universidade de Ciências Aplicadas Bonn Rhein-Sieg.

Serão dois anos de curso, com colegas que vêm da América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e Leste Europeu, além de alguns alemães.

Obrigada pela torcida de quem torceu mais uma vez. :-)

Nessas horas eu me lembro de uma tarde no início de 2008, quando eu trabalhava na Revista Empreendedor e estava falando dos meus planos pros meus editores, Alexsandro Vanin e Gustavo Cabral. Eu dizendo que viria pra Alemanha com bolsa da Heinz-Kühn-Stiftung por 4 meses em 2009, depois por mais três meses pela DW-Radio e depois faria dois anos de mestrado aqui. Daí o Cabral me perguntou: "Ah, você já ganhou a bolsa, então?" E eu: "Não, ainda nem me inscrevi."