Glossário para o cabeleireiro

Eu moro na Alemanha há quase três anos e nunca fui ao cabeleireiro. Primeiro porque não confio muito nos alemães quando o assunto é beleza (pronto, falei). Segundo porque é caro. Terceiro porque as tesouras são baratas e eu corto em casa.

E principalmente porque eu não saberia explicar o que eu quero que eles façam no meu cabelo. Se você também tem esse problema, vai gostar deste post. Aqui vai um glossário de termos para o cabeleireiro:

Alinhar = angleichen
Arredondar = abrunden
Corte em camadas =Stufenschnitt, Stumpfschnitt (mais suave)
Cortar na diagonal = schräg schneiden
Cortar, lavar e secar = schneiden, waschen und fönen
Dar mais volume = den Haaren mehr Volumen geben
Deixar do mesmo comprimento = auf gleiche Länge bringen
Desbastar = ausdünnen
Fazer escova lisa = glätten, glattbürsten, glattkämmen
Fazer luzes = Strähnchen
Pintar = sich die Haare färben lassen
Repartir do lado esquerdo/direito = Den Scheitel bitte links/rechts
Virar o cabelo pra dentro ou pra fora = außenrollen, innenrollen

Brilho = Glanz
Cachos = Hängelocken
Franja = Pony
Franja oblíqua = schräger Pony
Raspado a militar = Meckifrisur
Topete = Bombage-Schnitt
Trança = Zopf

Bobes = Wickler
Escova = fönen, Fönfrisur
Queda de cabelo = Haarausfall
Tiara = Stirnband
Toca para luzes = Strähnenhaube

Sugestões e/ou correções são bem-vindas :)

Meu primeiro artigo publicado em alemão

Minha primeira matéria impressa em alemão fala sobre microcrédito. No ano passado, participamos de uma conferência de escolas de jornalismo na Alemanha: "Bildkorrekturen - Globale Finanzkrise und Entwicklung". Durante o evento me pediram para escrever uma matéria sobre  microcrédito no Brasil. O artigo abaixo foi publicado na revista da GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit). Clique na imagem para ler o original.


No ritmo do sol

Lá vem o inverno. Hoje de manhã fui pro estúdio apresentar o Jornal da Manhã da Deutsche Welle às 7h15 e ainda estava escuro na rua. Do lado de fora, 3ºC.

A duração dos dias na Alemanha varia muito mais do que no Brasil, onde o sol se põe às 18h no inverno e às 20h no verão.

Aqui, no verão o sol nasce pouco depois das 5h da manhã - embora às 4h já comece a clarear -, e se põe quando já são quase 22h. Nunca me esqueço do meu primeiro dia na Alemanha. Era verão, e como o corpo da gente funciona conforme a natureza, só fui ter fome depois que escureceu - e que já estava tudo fechado.

No inverno a história inverte. Hoje, 23 de outubro, o sol nasceu às 8h07. Desde a última atualização do Denke ich... eu já perdi duas horas de sol - o que significa que o blog ficou abandonado tempo demais, sorry.

Quando acabar o horário de verão, no dia 30 de outubro, ganharemos uma hora de luz de manhã. Mas já teremos um pouquinho menos de sol à tarde. Hoje, por exemplo, ele deve se pôr às 18h24. No dia 30, vai se pôr às 17h11... aliás, nesse dia a diferença de fuso com o Brasil vai ser só três horas. #eba

Mas o dia mais curto do ano será 21 de dezembro, o solstício de inverno. O sol vai nascer às 8h31 e se pôr às 16h28. Dali pra frente ganhamos dois minutos de sol por dia até o solstício de verão, em 21 de junho, quando o vai nascer às 5h18 e se pôr às 21h48. Claro que no Brasil a lógica - e os solstícios - são invertidos.

Na Alemanha daqui pra frente vai esfriar e escurecer. Até já reorganizei meu guarda-roupa. Como ele só tem uma porta, tenho que escolher o que guardar. Então as roupas de inverno foram para as prateleiras, e as de verão já voltaram pra mala.

Para quem se interessa pelo ritmo do sol como eu, no site Timeanddate.com é possível calcular a hora exata do nascer e do pôr-do-sol em qualquer lugar, dia e ano.

Terremoto em Bonn

Estava preparando o Jornal da Noite da Deutsche Welle com a Bettina Riffel e debatíamos indignadas alguma violação de direitos humanos quando senti minha cadeira dar um solavanco e, menos de um segundo depois, ouvi as portas do armário batendo.

Eu e a Bettina, que ainda estávamos no meio do papo inflamado, paramos e eu perguntei: isso foi um terremoto?

Pois foi. No início achei que podia ser só no prédio da DW, mas daí o marido da Bettina mandou um sms dizendo que tinha sentido o tremor em casa também.

A confirmação veio poucos minutos depois: às 21h02 um terremoto de magnitude 4,6 foi registrado no Estado da Renânia do Norte. O epicentro foi próximo à fronteira com a Holanda, a uns 150 km de Bonn.

Cheguei em casa e encontrei mais uma prova do terremoto:

Não fique só no clique. Vá para as ruas!

Viver na Alemanha é trabalhar no dia 7 de setembro. Mas este ano, na verdade, eu queria estar no Brasil hoje não pelo feriado, mas para poder participar dos protestos contra a corrupção.

Depois de conhecer a realidade em outros países, é cada vez mais difícil de engolir o comportamento dos políticos brasileiros, que aceitam a corrupção como combustível da governabilidade e a consideram tão normal quanto as eleições.

Mas como eu não posso estar nos protestos, resolvi participar com ativismo online.

O Manifesto contra a Corrupção no Brasil, no Facebook convocou para hoje uma macha em várias cidades. Se você pode, participe! Quase 40 mil pessoas confirmaram participação no Facebook. O evento é um teste para o poder das redes sociais na mobilização dos brasileiros.

Não fique só no clique! Vá para as ruas!

Só com a nossa mobilização conseguiremos levar para frente a lei da Ficha Limpa. Só com pressão popular poderemos um dia proibir que os parlamentares reajustem seus próprios salários. Só se tomarmos uma atitude poderemos um dia vincular o salário dos parlamentares ao salário mínimo e lembrar os políticos para quem eles trabalham.

Os povos no norte da África tinham dificuldades muito maiores do que as nossas e conseguiram.

O Brasil também pode conseguir, só precisa parar de achar que "as coisas são assim mesmo".

 As coisas só são assim porque nos conformamos. Mude!

Mudando de assunto... credo

Até sair do Brasil, religião para mim era que nem time de futebol: cada um tem a sua e tá tudo bem. No meu caso, fui batizada na igreja católica antes de poder dizer qualquer coisa e assim fiquei, mas nunca precisei pensar muito no assunto.

Aliás, outro dia estava andando na rua em Bremen quando uma moça com a boca tapada pela gola da blusa me parou e fez a difícil pergunta: você acredita em Jesus Cristo? Eu fiquei olhando pra ela com cara de tacho e demorei tanto pra responder que ela virou as costas e foi embora.

Quando uma pessoa se muda para a Alemanha, precisa se inscrever na prefeitura e dizer de onde vem, o que faz, onde mora e... a que religião pertence. Na hora de me registrar, minha convicção religiosa não estava nos seus melhores dias, então achei melhor responder "nenhuma". Assim me livrei da hipocrisia e também - como vim a saber depois - dos 40 euros que a igreja católica descontaria por mês da minha conta bancária. Pois é, na Alemanha não basta ter fé, tem que participar.

Depois que vim morar na Europa, percebi o peso que a religião tem na vida das pessoas. Ser católico, luterano, muçulmano judeu ou o que for faz parte da ideia que as pessoas têm de você.

E de ver o quanto somos diferentes, percebo o quanto somos parecidos.Semestre passado no mestrado tivemos um painel de discussão no seminário Jornalismo em Crise e Conflito. Um dos convidados era o diretor da redação afegã da Deutsche Welle. Ele contou um pouco sobre a história do país e disse: "Quando os Talibãs tomaram o controle e instauraram uma interpretação radical da Sharia (lei islâmica), começou o período mais negro da história do Afeganistão."

Achei interessante - e irônico - que a idade das trevas coincida justamente com os períodos em que alguns homens tentam dominar outros em nome de algum deus, não importa em que século ou de que lado do mundo estejam.

Bonn instala parquímetro
para cobrar imposto de prostitutas

Como vocês já sabem, tudo na Alemanha é muito organizado. Pois a última de Bonn foi reprogramar um parquímetro para funcionar como caixa eletrônico de imposto sexual - pioneirismo nacional.

Antes de começar o expediente, as prostitutas das ruas da cidade precisam ir lá emitir o seu bilhete, no valor de seis euros.


O caixa eletrônico fica na Immenburgstrasse, a única rua de Bonn onde a prostituição é autorizada. E agora também taxada: quem for pego pela fiscalização sem o bilhete, que custa seis euros por noite, paga multa.

Antes de publicarmos a matéria na DW, seis jornais brasileiros já tinham dado a notícia. Ê, Brasil...

Leia o artigo completo na página da Deutsche Welle.

Tá pensando que piquenique é bagunça?

Sabe no Brasil quando a gente vai pra praia ou pro parque, leva uma canga, umas guloseimas na mochila, um suco na mão e era isso? Aqui na Alemanha não tem essas farofadas não, amigo. Piquenique é coisa séria.

E como tudo nesta terra coberta por batatas, o piquenique também é preparado segundo um método. Quado seu processo de germanização estiver quase completo, você provavelmente vai ter uma cesta como esta:
Eu, por enquanto, só tenho a toalha xadrez, que dobrada vira uma bolsinha prática de carregar. Até porque a cestinha aí custa uns belos cem euros - mais caro do que meu forno elétrico e meu microondas juntos.

Possivelmente tem também a roupa certa pro picnic (assim como aqui tem a roupa de correr, de andar de bicicleta, de andar de moto, de fazer trekking - calça de moleton nem pensar!), mas eu não sou tão in assim, então fico devendo a dica.


Roma precisa de uma Marcha das Vadias

Amigos homens: quando forem a Roma, não façam como os romanos - pelo menos na maneira de tratar as turistas.

Estive em Roma pela primeira vez em 2009, como contei aqui no blog. Visitei a cidade guiada por um amigo italiano que conheci pelo CouchSurfing e amei tudo: as pessoas, os lugares, a comida. Voltei ao Brasil e conheci um romano em Floripa também pelo CS, gente boníssima, nos falamos até hoje.

Voltei a Roma este ano e a experiência foi totalmente diferente - e estressante. O que mudou? Desta vez eu não estava com um amigo homem, mas com três outras mulheres. E o fato de estarmos "desacompanhadas" parece ter feito os romanos - dos garçons aos policiais, passando pelos funcionários de museus - perderem totalmente a noção do respeito.

Andávamos na rua ouvindo gracinhas o tempo todo. E não eram galanteios ou cantadas divertidas. Era de "vem cá, amorzinho, que eu tenho uma coisa grande pra você" pra baixo. No Coliseu quase saí no braço com um safado.

Meu vestido e meu cabelo solto não são um convite

Quanto estou com meu namorado ou com algum amigo, essas coisas nunca acontecem. Se o Sérgio - o amigo de Roma que conheci em Floripa - estivesse conosco, por exemplo, nada de mais teria acontecido. E pensar nisso me deixa ainda mais revoltada. Por que só merecemos respeito quando há um homem por perto?

Acho que Roma precisa de uma Marcha das Vadias, a SlutWalk, movimento que começou em abril, no Canadá, depois de um policial de Vancouver dizer que as mulheres não deviam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas.

A SlutWalk quer mostrar aos homens que o fato de uma mulher usar uma saia não dá ao homem o direito de agredi-la sexualmente.

Rammstein - mais especulações sobre o nome

Lembra que em agosto de 2009 eu publiquei o post O que significa Rammstein? Pois eu descobri mais sobre essa história, de novo com a preciosa colaboração de Johannes Beck. Na verdade o nome tem um significado, sim. Mas prepare-se para abstrair:

O nome da banda primeiro faz um trocadilho com a palavra Rammbock, que era um equipamento usado nas guerras antigas e medievais para derrubar os portões dos castelos, como isto:


O segundo trocadilho, como comentei no primeiro post, é com a cidade de Ramstein (com um M só). A cidade abriga uma base militar norte-americana onde, em 1988, três jatos italianos colidiram em um show, matando mais de 50 pessoas. E a primeira música da banda foi sobre essa tragédia.

Então, tentando seguir o raciocínio - não exatamente equilibrado - da banda, Rammstein seria como um Rammbock em Ramstein.

O preço do desenvolvimento

A coisa que mais me revolta no mundo é injustiça. A segunda é hipocrisia. E ambas sentam à mesa conosco praticamente todos os dias. Estou falando disso porque semana passada descobri alguns dados intrigantes sobre sonegação de impostos em países pobres.

A quantidade de dinheiro desviado de países africanos para paraísos fiscais como a Suíça, Liechtenstein ou as Ilhas Jersey,  por exemplo, equivale a dez vezes o valor "doado" pela Europa à África como "ajuda humanitária e para o desenvolvimento".

Discutimos isso durante o Global Media Forum, em um painel organizado pela ONG alemã ATTAC. E falamos sobre o tamanho do dano que essas operações - legais aos olhos do livre mercado - causam aos países em desenvolvimento, enquanto os suíços constroem resorts nos Alpes e se escondem atrás da fajuta neutralidade.

No painel estava um cidadão de Gana que trabalhou para várias empresas que montam sedes fantasmas em paraísos fiscais para não pagar impostos nos países onde de fato produzem. E ele contou que o processo é muito simples.

As empresas fecham contratos com os produtores para que lhes forneçam matéria-prima a baixo preço durante, por exemplo, três anos. Com os contratos, os produtores não podem cobrar mais pelo produto, mesmo que o preço no mercado internacional tenha subido vertiginosamente. De fato o preço geralmente sobe, porque depois de fechar os contratos com os produtores, essas empresas especulam nas bolsas internacionais para fazerem o valor dessa matéria-prima subir.

E provavelmente os juros que eu recebo pela minha poupança têm parte desse dinheiro, porque os bancos alemães, assim como todos os outros, usam o nosso dinheiro para especular no preço das commodities.

É por essas e outras que o preço dos alimentos dispara, como aconteceu em 2008, levando mais de 100 milhões de pessoas no mundo a passar fome. Os países mais pobres geralmente são grandes produtores de monoculturas e precisam importar a maior parte do que comem, o que os deixa vulneráveis á flutuação de preços internacionais.

Eu escrevi tudo isso para dizer: Os países em desenvolvimento não precisam de ajuda humanitária. Precisam de justiça.

Alemanha para inglês ver

De uns tempos para cá tenho observado alguns comportamentos interessantes na sociedade alemã. E como o Denke ich... não tem a menor intenção de ser chapa-branca, escrevo. Uma das coisas que me surpreendeu é ver o quanto os alemães se preocupam com as aparências.

O escândalo envolvendo o ex-ministro da Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg, que se descobriu ter plagiado sua tese de doutorado, é um ótimo exemplo disso. A deputada do Parlamento Europeu Silvana Koch-Mehrin também teve seu título de doutora cassado recentemente por plágio. Para muitas pessoas neste país, ostentar um título de doutor é mais importante do que fazer a pesquisa. Aliás, na Alemanha, o título de doutor é incorporado ao nome próprio.

Eu lembro uma vez no final do ano passado quando fomos a uma conferência perto de Munique e um dos palestrantes era um brasileiro que morava nos Estados Unidos e trabalhava no Banco Mundial. Quando ele chegou, a moça na recepção chamou-o de "Doutor Fulano" e ele ficou todo sem jeito, dizendo "não precisa me chamar de doutor, imagina". Aí eu perguntei se ele tinha feito doutorado e ele respondeu que sim. Eu expliquei a ele que os alemães não sabem lidar muito bem com humildade, e que se ele pedisse pra não ser chamado de doutor, provavelmente iriam pensar que ele não tem doutorado – e reduzir o grau de deferência.

Na minha interpretação, essas diferenças de comportamento estão profundamente ligadas a fatores socioeconômicos dos dois países. No Brasil, onde apenas 10% da população têm curso superior, os doutores não costumam sair por aí se gabando do seu título, para não parecerem esnobes e constrangerem as pessoas com menor grau de escolaridade.

Na Alemanha, 43% da população têm nível superior. E as que não têm, em tese, poderiam ter, se quisessem. Então em um país onde todo mundo está mais ou menos em pé de igualdade, o resultado são mais cotoveladas por um lugar ao sol. E quem não consegue ser, tenta pelo menos parecer.

Secadora: o terror do guarda-roupa

Quase dois anos de Alemanha e ainda perco roupas para a secadora. Eu, que me criei em casa, rodeada de varais, achava um absurdo, até pouco tempo atrás, secar roupa sem sol.

Aí, quando a pessoa se muda para um apartamento minúsculo, sem varal, sem tanque e sem ralo, tem que se adaptar a uma nova rotina doméstica e aprender a lidar com a secadora de roupas.

À primeira vista parece uma maravilha: 30 minutos pra fazer o que vento+sol demoram duas horas. Você tira a roupa cheirosa, quentinha que não precisa nem passar - basta dobrar enquanto está quente - e só vai se dar conta de que a sua calça perdeu cinco centímetros no comprimento quando for vesti-la no outro dia.

Nunca me esqueço do ataque de fúria do Luciano Nagel em 2009, quando tirou sua primeira leva de camisetas da secadora de roupas do dormitório do Instituto Goethe, em Bonn. Todas acima do umbigo.

Eu, depois de também inutilizar algumas peças, comecei a ficar esperta e a não colocar mais certos tipos de tecido na secadora. Camisetas de algodão, blusas de lã e qualquer tecido elástico, por exemplo, nem pensar.

Calça jeans não tem problema (a menos que seja com nylon). Meias, toalhas, lençóis e peças de tecidos que não esticam também estão fora de perigo.

Mas cuidado: calças de linho, se forem misturadas com algodão e poliéster - como a minha calça preferida, que estraguei na semana passada - NÃO PONHA NA SECADORA.

Mestrado em "Denglish"

O texto abaixo eu escrevi para a página dos alunos
do mestrado International Media Studies (IMS), em uma seção que chamamos "IMS in Process". Para ler outras histórias e ver galerias com fotos (lindas) feitas pelos meus colegas, clique aqui.

Building knowledge between two languages

Since I started the bilingual master program International Media Studies (IMS), at the Deutsche Welle Akademie, I’ve improved somehow my English and my German, but the language I actually started speaking perfectly was “Denglish”, namely Deutsch+English. It just became part of unser Leben. We go everyday to Unterricht and talk about viele Theorien und Methoden auf Deutsch and in English, sometimes beide am gleichen Tag – not counting the Beiträge that we produce on a zweisprachige basis.

It would be helpful to have a Schalter in our heads, so at one moment we think and speak only in English und im nächsten Moment denken und sprechen wir nur auf Deutsch. Aber das ist nicht how it works. And you realize you are becoming a Denglish speaker when for instance you start writing and speaking in English like Master Yoda, putting the verbs in the end of the phrases. In serious cases you can end up writing texts like the one you are gerade reading.

It happens many times to me during the class to stop and think: “how is it in German again? Oder auf Englisch? Wait a minute, how is it in my own language, überhaupt?” But at some point you adapt to this international way of life and carry on. After all, it is like that during the classes, by reading books, by talking to your Komilitonen, and even on your Facebook timeline.


Add to this bilingual experience every imaginable accent in the world together with German and English native speakers, plus the couple of words we learn from our fellow students from 16 different nations, plus our futile – and amusing – attempts to pronounce the Chinese tones correctly and then you will know a little bit how the International Media Studies in Bonn sounds like.



Eu nas ondas curtas

Neste final de semana a minha voz deu a volta ao mundo. Viajou da Alemanha até o Sri Lanka e chegou a Florianópolis, no rádio de ondas curtas do jornalista Elmar Meurer. Ontem ele mandou um e-mail para me contar, junto com um link para o seu blog, o super interessante externalradio.blogspot.com (em inglês).

No post "DW in portuguese: compare shortwave and internet streaming", o Elmar faz uma comparação entre a qualidade da emissão em ondas curtas e a transmissão online do Jornal da Noite da DW no domingo (12/6), que eu apresentei.

A qualidade da internet é naturalmente superior, mas o que mais me impressionou foi a capacidade de alcance das ondas curtas, que chegam a praticamente qualquer lugar, desde que se tenha um aparelho de rádio simples.

Cortes de carne na Alemanha

Carne é a coisa mais difícil de se comprar no exterior, porque além dos nomes, os cortes são diferentes. Procurei os nomes alemães para as carnes que eu costumo comprar no Brasil. Como os cortes são diferentes, a correspondência é aproximada - se a receita não der certo, sorry...

Alcatra = Kugel/Nuß
Cochão-mole = Oberschale
Contrafilé = Roastbeef
Filé mignon = Filet/Lende
Maminha = Unterschale/Kluft
Paleta = Schulter/Blatt mit dickem Blattstück, falschem Filet
Picanha = Hüfte / Tafelspitz

Para conferir, dá uma olhada nas fotos:

Brasil

Fonte: carnesecia.blogspot.com

Alemanha


Fonte: fleischerei-zitzmann.de

Refugiados: como viver depois de sobreviver

O destino de refugiados com alto nível de qualificação e que precisam se sujeitar a empregos básicos na Europa foi o tema do meu projeto de rádio no mestrado.

Está com um mega-sotaque, mas enfim, é o meu primeiro trabalho em alemão, espero que gostem. Clique para ouvir (pode demorar um pouquinho para aparecer o botão)*:



Resumo em português:

Meu protagonista, Mohamed Hagi (54), estudou medicina e trabalhou como pediatra em Mogadíscio, capital da Somália. Aos 28 anos, foi chamado pelo exército para servir como médico de campanha na guerra contra a Etiópia, nos anos 80. Em 1985 ele desertou e se refugiou na Alemanha, onde viveu por mais de oito anos em abrigos para asilados, sem permissão para trabalhar.

Em 1994 ele se casou com uma alemã e conseguiu sua primeira autorização de trabalho. Mas médico ele nunca mais voltou a ser. Trabalhou como auxiliar de cozinha, como operário em fábricas, auxiliar de serviços gerais...

Asilados em geral são proibidos de trabalhar na Alemanha por pelo menos um ano. E para ganhar uma autorização, precisam comprovar que não estão tomando o lugar de um desempregado europeu, o que é quase impossível.

A situação melhorou um pouco de uns tempos para cá. A Universidade de Oldenburg lançou em 2007 um programa de pós-graduação focado em refugiados com nível superior. O curso oferece uma formação adicional para que essas pessoas consigam o reconhecimento de seu diploma e possam trabalhar em sua área. De qualquer forma, nem todos têm acesso.

Mohamed Hagi desistiu de tentar validar seu diploma. Primeiro porque ele nem teria como ir à Somália para buscar seus certificados. Já na chegada ele seria preso. E deserção é punida com morte.

Hoje ele trabalha como caseiro em uma academia de ginástica. Da Somália a única coisa que ficou foi um sino de camelo, feito de madeira. Ele diz que o faz lembrar da infância e de seu avô, que criava camelos. Quando fica estressado ou se sente deprimido, ele contou que badala o sino de madeira para se sentir em casa.

* Atenção: É proibida a utilização total ou parcial do conteúdo deste post. O compartilhamento do arquivo de áudio em redes sociais só é permitido se estiver linkado ao Denke Ich... e respeitar os (meus suados) direitos autorais.


Altos e baixos do Reno

A foto abaixo mostra a cheia do Rio Reno em Janeiro de 2011. Muitas casas foram alagadas na região, o transporte urbano teve que ser remanejado e a navegação foi suspensa. Coisa séria para um dos principais rios de navegação da Europa. O Reno nasce nos Alpes e este ano a neve derreteu rápido demais no inverno, causando a enchente.

















E como derreteu toda de uma vez no inverno, não sobrou para o verão - explicação dos especialistas do Instituto Nacional de Hidrologia da Alemanha. Tirei esta foto na semana passada. Desde abril que o Reno passa por uma das maiores estiagens dos últimos 20 anos.

Flores!

Para contrapor o post anterior, do lado de fora dos andaimes desta vida há flores, sim! Tirei algumas fotos, dá uma olhada:

Primavera 2011

Primavera na Alemanha significa...

flor? Não: obra.

Foi só terminar o inverno que Bonn inteira entrou em reforma. Na moradia de estudantes onde moro resolveram trocar as janelas e revestir as paredes. Na Deutsche Welle, estão fazendo não-sei-o-quê pra evitar umidade.

E eu, que na maior parte do meu tempo estou em casa ou na DW, vejo andaime para todos os lados que olho.

Assim:

"Vista" da primavera... ninguém merece.


Queria tanto ver flor...

Árvore de presente para a namorada

A tradição da Maibaum (árvore de maio) é celebrada todos os anos, na virada do dia 30 de abril para 1º de maio, desde a Idade Média. Uma 'alemanice' típica da região do Reno.

Funciona assim: na noite de 30 de maio as moças solteiras saem para dançar, na tradicional Tanz in den Mai (dança maio adentro) e os rapazes vão para o meio da floresta, onde procuram uma árvore - ou galho grande - para presentear sua amada.

Na manhã de 1º de maio, as moças acordam com uma árvore de pelo menos três metros amarrada à parede ou a um poste em frente à sua casa, toda enfeitada com fitas coloridas e com o nome delas escrito. O admirador, entretanto, permanece secreto, e só a fofoca ao longo do dia é que vai dar pistas de quem amarrou Maibaum na casa de quem.

A tradição tem sido responsável por muitos e muitos casamentos há séculos. Na Idade Média, vivendo em pequenos povoados cristãos, namorar não era lá muito fácil, e as festas de maio muitas vezes eram a única forma de achar um pretendente.

Até hoje a história da Maibaum é um frisson entre as meninas. Principalmente em cidades pequenas, mas também já vi muita Maibaum em Colônia e Bonn no ano passado. Até minha colega Anna, que namora há três anos, espera ganhar uma, mesmo que o admirador não seja mais secreto.

Eu não vou ganhar Maibaum porque o meu namorado é francês. Em vez de árvore, ganho crepe, cidra e queijo de cheiro duvidoso. Hehe.

Mail de segunda-feira

Toda semana recebo o "Mail de Segunda-feira" do Carlos Martins, natural de Lisboa, funcionário da Deutsche Welle há mais de 35 anos e uma das pessoas mais fofas que já conheci.

O mail de segunda-feira conta curiosidades sobre a Alemanha ou Portugal e as histórias são geniais. Com a permissão do Carlitos, reproduzo um deles:

Quando eu cheguei à Alemanha, já lá vão quase mil anos, houve uma coisa que me espantou mais do que a impressionante catedral de Colónia, verdadeira praça-forte de Deus, ou a rede apertada de auto-estradas onde formigueiram a qualquer hora do dia e da noite milhões de carros. Não, aquilo que me fez realmente ficar especado no meio da rua foi ver duas crianças que ainda mal sabiam andar, despedirem-se uma da outra com um aperto de mão, imitando as mães que tinham acabado de fazer o mesmo. Eu já ia nos 26 anos e nunca tinha visto duas crianças a cumprimentar-se daquela maneira.

Percebi mais tarde que não fora um caso isolado e que havia melhor (pior!) neste capítulo dos contactos físicos: filhos e filhas que saúdam assim, com um aperto de mão, os seus próprios pais. É difícil de acreditar, não é? Mas é a pura da verdade, verificada pessoalmente dezenas de vezes. Aqui há qualquer coisa que não está bem… Mas o quê?

Anúncio no maior jornal de Colónia, o Kölner Stadt Anzeiger, na quarta-feira passada: "Loira simpática, com um pulôver às riscas brancas e azuis, mini-saia vermelha. Estava no Domingo à noite no restaurante tal (…) Por favor entre em contacto comigo para o número tal deste jornal".

Ou poucos dias antes, na Stadt Revue, uma das muitas novas revistas "flipadas" que aparecem e desaparecem com a rapidez de cogumelos naquela cidade: "Eh tu, tipo moreno por volta dos 40 anos, alto, forte e bonito; tinhas uma camisa às riscas verdes e pretas e calças pretas de cabedal. Estavas na parada do eléctrico em Neumarkt às 20h15 de sábado passado e apanhaste o 4. Apaixonei-me por ti, não consigo esquecer-te, nem tenho dormido bem desde então. Escreve para o número tal deste jornal, quero voltar a ver-te".

Anúncios como estes são coisa tão normal nos jornais alemães que pelos vistos só um estrangeiro é que os acha curiosos. Não teria sido mais fácil dirigir directamente a palavra à tal loira da mini-saia ou ao "tipo boneco" na parada do eléctrico? Muitos preferem este complicado e dispendioso desvio do anúncio no jornal, com poucas hipóteses aliás de vir a ser lido pelo destinatário interessante – e esperemos que também interessado.

Os alemães que têm termos para tudo, também têm naturalmente uma palavra para designar este tipo de pessoas: "kontaktarm", ou seja alguém que tem dificuldade em estabelecer contactos, em sair do seu casulo. Alguém que passa uma semana metido connosco no mesmo compartimento do Trans Siberiano entre Moscovo e Vladivostoc e que não vai além do "este lugar está livre?" inicial. É provável – não, é evidente – que entre esta dificuldade e o pouco contacto físico já nos primeiros anos de vida, existe uma relação estreita. Que muitas vezes provoca uma ralação larga.

Abraço

Versão brasileira: Francis França

A Deutsche Welle lançou uma nova série de reportagens muito legais sobre estrangeiros que vivem há muitos anos na Alemanha e voltam à sua terra natal para ver e contar o que mudou desde a última vez em que estiveram em casa.

O projeto Expedição para casa acompanha a viagem de cinco latino-americanos, naturais de Argentina, Brasil, Colômbia, Chile e México de volta a seus países de origem.

A série será transmitida online e também pela DW-TV em alemão, inglês, espanhol e português. E os vídeos em português das três mulheres fui eu que dublei!

Para assistir, clique aqui. Você precisa clicar para abrir a página do protagonista e o vídeo está logo abaixo, no lado esquerdo.

Espero que gostem :-)

Como é viver em Bonn?

Por exemplo, domingo eu e meu namorado combinamos de encontrar nossa amiga Julia para um brunch. Estávamos esperando pelo trem elétrico e recebi um SMS da Julia dizendo que ia se atrasar uns 15 minutos e respondi que tudo bem porque também não chegaríamos na hora.

Descemos do trem elétrico, passei no banco pra sacar dinheiro e quando chegamos ao café combinado, dei falta do meu celular. Chilique. Refizemos o caminho até o banco: nada. Fomos até a parada do trem elétrico: nada.

Quando um trem chegou, falei com o motorista que achava que tinha perdido meu celular dentro da Bahn (é como a gente chama o trem elétrico). Ele "avisou todas as unidades" e disse pra eu checar na Bahn que viria no sentido contrário, porque provavelmente era a mesma em que eu estava antes.

Depois de 40 minutos, eu estava com o meu celular na mão outra vez. Uma velhinha o encontrou e entregou ao motorista.

Bem-vindo a Bonn.

Depois de dois invernos na Alemanha, você aprende que...


  • A sua bicicleta sobrevive à neve.
  • A sua planta no vasinho congela do lado de fora mesmo que tenha sol.
  • É possível que a temperatura fique na casa do zero grau por quase seis meses.
  • Só porque tem sol e está quente dentro de casa não significa que você pode sair de camiseta.
  • Não existe apenas uma gripe por ano.
  • Assoar o nariz em público é uma necessidade e está tudo bem.
  • Gorros são itens de sobrevivência para as orelhas, não importa o quão feios eles sejam.
  • Luvas se perdem como guarda-chuvas.
  • Você também vai pegar a mania de acender velas pela casa toda pra deixar mais aconchegante.

Dois dias de Hamburgo

Demos sorte, pegamos um sábado lindo de sol em Hamburgo, o que ouvi dizer que é raro - dizem que o clima é como em Bremen, que fica a mais ou menos uma hora de distância. Não demorou muito tempo para constatar o dito, já que o domingo estava de novo frio e chuvoso.

Hamburgo

Não deu pra fazer tudo o que tinha direito (nunca dá), mas caminhamos por todo o centro da cidade, pelo porto, e achei Hamburgo uma graça. Seguimos o roteiro de um guia turístico. Vimos o Binnenalster, que é um grande lago no centro da cidade e a praça da Rathaus, onde estava tendo um baile a fantasia. Nos perdemos pela Speicherstadt, que é o maior complexo de armazéns portuários do mundo e pela cidade velha (Altstadt), fofa, fofa. Achei o porto meio feio, mas talvez eu não tenha ido ao mirante certo.

Comemos (FINALMENTE) um maravilhoso filé de peixe num restaurante que fica perto da Rauthaus, à beira do canal do lago, chamado Frisenkeller. Recomendo!

Nosso hotel ficava na Reeperbahn, que é o bairro mais 'cool' da cidade, onde os Beattles lançaram sua carreira. Por acaso é também o distrito vermelho de Hamburgo, onde estão todos os sex-shops e bordeis da cidade. Nosso quarto parecia de motel. O François fez a reserva pela internet. Perguntei se ele não tinha visto fotos do quarto antes de fazer a reserva. Ele viu a localização, o preço e a avaliação do público, que era muito boa. Resultado: paredes vermelhas, teto preto com dourado, lustre com lâmpadas azuis e um "quadro" de oncinha na parede...

Enfim, como a Carol Dessen - que nós conhecemos pessoalmente em Hamburgo em um jantar com direito a brigadeiro e novos amigos super gente boa - disse, foi uma experiência antropológica interessante.

Hamburgo: aprovada!

Criminalidade na Alemanha se combate com placa

Lembra da placa que eu falei no post anterior?
Pois, ontem descobri mais sobre essa história.

(Proibido portar armas e objetos perigosos das 20h às 8h)

O François conversou com os colegas alemães dele no trabalho, e eles contaram que Bremen na verdade é uma cidade tranquila. Essa é a única placa do gênero e fica em uma rua cheia de bares, cassinos e sex-shops, onde um tempo atrás costumavam acontecer guerras de gangues.

Aí, como os alemães obedecem a placas (inclusive os marginais, ao que parece), a prefeitura colocou essa aí, e, segundo os colegas do François, os confrontos entre gangues terminaram.

Bandido de primeiro mundo é outra coisa.

Moin, moin!

Bem vindo a Bremen! Cidade onde as pessoas dizem "moin" em vez de guten morgen, "tác", em vez guten tag e onde no inverno faz sol uma vez por semana.

Cidade-estado no norte do país, Bremen fica a 65 km do Mar do Norte e é ligada pelo Rio Weser a Bremerhaven, cidade portuária mais antiga da Alemanha.

Pelo que andei lendo, Bremen sempre foi meio diferentinha. Na Idade Média, fazia parte da Liga Hanseática - aliança de cidades mercantis onde nunca existiu feudalismo.

Eu cheguei há pouco mais de uma semana e tirei algumas conclusões pessoais: 

1) A cidade é linda, com parques e centros históricos de ruazinhas sinuosas por onde a gente fica contente de se perder.

2) Bremen é maior do que Bonn: a população de mais ou menos 550 mil habitantes sobe para 1,5 milhão se contar a região metropolitana.

3) Bremen é diferente de Bonn: placas na rua indicam que é proibido portar facas, revólveres ou tacos de beisebol depois das 20h (meda...);

4) Eles são fanáticos pelo time de futebol Werder Bremen;

5) Na maior parte do tempo está nublado, chovendo ou com neblina;

Ontem foi o dia de sol desta semana e aproveitei para tirar umas fotos, dá uma olhada, eu conto mais sobre a cidade no álbum:

Bremen

Questão de contexto

Uma das melhores disciplinas que tenho atualmente no mestrado é a de Comunicação Intercultural. Ela melhorou muito a minha vida na Alemanha de uns meses para cá.

Descobri a fantástica diferença entre culturas de alto e baixo contexto (high and low context), conceito desenvolvido pelo antropólogo Edward T. Hall. Para explicar de forma bem resumida, pessoas de diferentes culturas se comunicam de forma diferente.

Em uma cultura de alto contexto, grande parte do que está sendo comunicado é feito de forma não-verbal. A informação central é dita explicitamente, e o resto supõe-se que o interlocutor saiba ou deduza, com base no contexto da conversa. O Brasil está mais para alto contexto. É por isso que quando você está dirigindo em um túnel e lê a placa "Luzes" na saída, você sabe o que fazer.
Em culturas de baixo contexto, como a Alemanha, por exemplo, tudo tem que ser dito, tim-tim por tim-tim. Eles assumem que o que não é dito verbalmente não é importante.

É por isso que uma das minhas professoras alemãs incluiu o tópico "agradeça pelo tempo de seus entrevistados depois da entrevista" em uma apresentação de PowerPoint.

Para mim, que venho de uma cultura de alto contexto, isso é praticamente uma ofensa. Ora, eu sei que eu tenho que agradecer, não precisa me dizer, eu não sou mal-educada, pensei.

Agora eu sei que a minha professora vem de uma cultura de mais baixo contexto do que a minha. Ela não fez por mal.

Isso também explica por que, embora a maioria das bibliotecas no mundo inteiro seja muito parecida, nós tivemos duas excursões de duas horas cada nas bibliotecas da Universidade de Bonn e da Universidade de Ciências Aplicadas Bonn-Rhein-Sieg neste semestre - para nos ensinar como utilizar o sistema e pegar livros emprestados.

No início eu achei que eles achavam que nós fôssemos retardados, só por sermos estrangeiros. Depois uma amiga alemã me explicou que todos os alunos alemães passam pelas tal Führungen (excursões) em cada biblioteca nova que frequentam.

A Deutsche Welle também tem dezenas de cursos de dois dias para ensinar coisas que uma pessoa aprenderia sozinha com um manual e meia hora fuçando no sistema.

É tudo o tal do low context do Hall.