Tá pensando que piquenique é bagunça?

Sabe no Brasil quando a gente vai pra praia ou pro parque, leva uma canga, umas guloseimas na mochila, um suco na mão e era isso? Aqui na Alemanha não tem essas farofadas não, amigo. Piquenique é coisa séria.

E como tudo nesta terra coberta por batatas, o piquenique também é preparado segundo um método. Quado seu processo de germanização estiver quase completo, você provavelmente vai ter uma cesta como esta:
Eu, por enquanto, só tenho a toalha xadrez, que dobrada vira uma bolsinha prática de carregar. Até porque a cestinha aí custa uns belos cem euros - mais caro do que meu forno elétrico e meu microondas juntos.

Possivelmente tem também a roupa certa pro picnic (assim como aqui tem a roupa de correr, de andar de bicicleta, de andar de moto, de fazer trekking - calça de moleton nem pensar!), mas eu não sou tão in assim, então fico devendo a dica.


Roma precisa de uma Marcha das Vadias

Amigos homens: quando forem a Roma, não façam como os romanos - pelo menos na maneira de tratar as turistas.

Estive em Roma pela primeira vez em 2009, como contei aqui no blog. Visitei a cidade guiada por um amigo italiano que conheci pelo CouchSurfing e amei tudo: as pessoas, os lugares, a comida. Voltei ao Brasil e conheci um romano em Floripa também pelo CS, gente boníssima, nos falamos até hoje.

Voltei a Roma este ano e a experiência foi totalmente diferente - e estressante. O que mudou? Desta vez eu não estava com um amigo homem, mas com três outras mulheres. E o fato de estarmos "desacompanhadas" parece ter feito os romanos - dos garçons aos policiais, passando pelos funcionários de museus - perderem totalmente a noção do respeito.

Andávamos na rua ouvindo gracinhas o tempo todo. E não eram galanteios ou cantadas divertidas. Era de "vem cá, amorzinho, que eu tenho uma coisa grande pra você" pra baixo. No Coliseu quase saí no braço com um safado.

Meu vestido e meu cabelo solto não são um convite

Quanto estou com meu namorado ou com algum amigo, essas coisas nunca acontecem. Se o Sérgio - o amigo de Roma que conheci em Floripa - estivesse conosco, por exemplo, nada de mais teria acontecido. E pensar nisso me deixa ainda mais revoltada. Por que só merecemos respeito quando há um homem por perto?

Acho que Roma precisa de uma Marcha das Vadias, a SlutWalk, movimento que começou em abril, no Canadá, depois de um policial de Vancouver dizer que as mulheres não deviam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas.

A SlutWalk quer mostrar aos homens que o fato de uma mulher usar uma saia não dá ao homem o direito de agredi-la sexualmente.